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A “contradição”

«É uma das contradições dos resultados ao [sic] questionário. Embora a maioria defenda o “sim” no referendo, são mais (45%) os que dizem não dever ser autorizada a IVG “quando a mãe não deseja ter um filho” do que os que acham que deveria ser autorizada (43%)» (Público)

Uma explicação possível para isto seria a falta de informação relativamente à pergunta do referendo: muitas pessoas continuariam a pensar que se está ainda a discutir a possibilidade do aborto legal tout court. E têm uma certa razão em pensar assim: é que a lei actual, semelhante à espanhola, não tem sido aplicada em toda a sua extensão, levando muita gente a pensar – de novo, com uma boa dose de razão – que a proibição da IVG é praticamente total.

Esperemos é que a explicação para aquela contradição não resida no carácter anti-liberal de grande parte da nossa sociedade: “As mulheres (irracionais, tontas, incapazes, menores, etc…) decidirem sobre o que acontece no seu corpo por capricho? Deus nos livre!”

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