Blog

Pró qu’havia de me dar hoje:

O ódio é mais forte que o amor, tal como o mal é mais forte que o bem. Deve ser por isso que muit@s de nós aderimos a religiões, a utopias, a projetos emancipatórios, ou à crença romântica.

Porém: ainda bem que o fazemos.

This Post Has 2 Comments

  1. Bellutti diz:

    “entro em casa. uma névoa percorre-me, sento-me com ela na escrivaninha. Trago comigo o ódio e escrevendo pincelo nas palavras Amor. Há um Deus entranhado, um Deus além das restritas lógicas. Toca a campainha. Recuso abrir a porta. Quero o Deus das palavras. Cada palavra promete-me um mundo novo, um laço de união entre seres que se dizem/luzem semelhantes e não basta o dito, são-no. A campainha persiste. Recuso amar a porta aberta. Escrevo mais e bebo um estranho chá.

    Vou à janela. Dou-me à nicotina em avanços de maior névoa. Lisboa fica Berlim, anos vinte. Odeio mais. Não tenho crença. Por quanto tempo? Amarei mais.

    Quero escrever depois. Dar as palavras a água do absurdo que depois se erguerá numa arquitectura de laços e jardins. uma semente de sangue, a terra, a mãe, uma árvore que abrigue. a ideia absurda que molhe a certeza sossegada do deserto.

    palavras, palavras… metáforas à utilidade”

    Um grande bem haja

    http://www.youtube.com/watch?v=ZFqyXeKjgCk

Leave A Reply