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Um chumbo

Um jornal noticiava hoje que, numa universidade pública portuguesa, uma tese de doutoramento foi chumbada na defesa, tendo o próprio orientador votado pela reprovação. É claro que, ao contrário do que muitas pessoas pensam, as teses não são da responsabilidade dos orientadores, mas sim dos candidatos. No entanto, as teses “defeituosas” devem ser paradas antes das defesas, enviadas de volta para “reparações”. Os júris são supostos lê-las antes – e o orientador mais do que ninguém. Pouco sei do caso concreto e não quereria pronunciar-me sobre ele. Mas isto sei: o que se quer em ciência é avançar, produzir trabalhos bons. Não se trata de um concurso ou de uma competição. Chumbar na defesa nunca é um ato científico, é sempre um ato político.

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