Os Tempos Que Correm II

morreu de morte

Este blog morreu, foi morrendo, de morte natural. O que até nem é mau. Declare-se, pois, morto. Talvez um dia um novo blog, quem sabe, com outro nome, noutro ciclo. E feliz ano 5772 para tod@s :-)

Pois eu estava

no Feira Nova de Telheiras, hoje um Pingo Doce. Tinha acabado de comprar um leitor de DVD para a o meu pai. O meu pai fazia anos no dia seguinte. O meu pai tinha cancro e morreria no ano seguinte….

Anestesia

Acho no mínimo engraçado que não se note assim tanta contestação social, política e sindical perante a verdadeira inviabilização do país. Há declarações, claro, e assim. Mas onde o grande fervor contestatário como o que houve contra o anterior governo?…

Borboleta

Estamos em 2011, tenho 51 anos e, no entanto, na antropologia continuo a ser reconhecido como o autor de Senhores de Si, de 1995 – e o meu livro mais divulgado; Continuo a ser abordado por pessoas que pensam que…

O círculo

“We shall not cease from exploration And the end of all our exploring Will be to arrive where we started And know the place for the first time” (T. S. Eliot, in Maupin’s Mary Ann in Autumn)

“…aonde não estou”

Somos tão assediados pela narrativa cultural do amor romântico como pela da gratificação sexual. A segunda não substituiu a primeira, antes entrou em parceria com ela. Parceria tensa, claro, já que nos é dito que se contradizem mutuamente (e há…

Atlântico

Ontem, na praia, eu e a minha companhia comentávamos a luz e as cores especialmente belas do dia. “Deve ser assim na Nova Zelândia”; “ou tipo Sydney na Primavera?”; “Tem qualquer coisa de Nova Inglaterra no Outono”; “Já vi isto…

Árvore, floresta, ravina

Numa crónica “descontraída” no Público de hoje, Luís Campos e Cunha perora sobre gravatas izendo: “Um artigo neste jornal explicava que condenar a gravata implicava uma sensação de castração nos homens. Embora nunca me tenha lembrado de tal, tudo bem,…

Perder a inocência

Perder a inocência. Para pessoas ou países, parece sempre dramático, um ponto de viragem existencial sem regresso. Mas é nesse ponto que surgem duas opções: enveredar pelo cinismo (que, nos países, seria enveredar pelo securitismo, pela dúvida em relação à…

Alguns equívocos terrorísticos…

Estranho, o argumento de Nuno Severiano Teixeira, de que os atentados na Noruega são o reverso do 11 de setembro, opondo “fundamentalismo cristão” a fundamentalismo islâmico. Sem querer, esta linha de argumentação acaba por remeter para o segundo a origem…

Brasileses, portuleiros

«Apesar do crescimento económico brasileiro, a verdade é que o número de pessoas oriundas daquele país continua a aumentar.» Não tem de ser “apesar de”. Para emigrar é preciso alguns recursos, não é algo que se faça a partir da…

8%

«As famílias portuguesas com filhos na universidade cobrem 49% das despesas do estudante, enquanto o Estado financia apenas 8%.» Pois é. E como se podia ler, e muito bem, na notícia de hoje no Público sobre isto, estes dados referem-se…

Thomas Eriksen,

public anthropologist norueguês: «(…)Every country needs some degree of cohesion. Just how much is a legitimate matter of dispute. Some believe that cultural pluralism is a recipe for fragmentation and the loss of trust. This may be the case, but…