<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	
	>
<channel>
	<title>Comentários para Miguel Vale de Almeida</title>
	<atom:link href="http://miguelvaledealmeida.net/comments/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://miguelvaledealmeida.net</link>
	<description>http://miguelvaledealmeida.net/</description>
	<lastBuildDate>Tue, 26 Nov 2013 16:17:10 +0000</lastBuildDate>
		<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
		<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.9.1</generator>
	<item>
		<title>Comentário em CRÓNICA 28 por Joao Silva</title>
		<link>http://miguelvaledealmeida.net/2013/11/cronica-28/#comment-56000</link>
		<dc:creator><![CDATA[Joao Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Nov 2013 16:17:10 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://miguelvaledealmeida.net/?p=10545#comment-56000</guid>
		<description><![CDATA[&quot;Aquilo a que assistimos é a uma antropomorfização dos animais domésticos, sobretudo dos cães, porque são bom material para isso.&quot; Para terminar e percebendo o intuito do que queria dizer mas não do que escreveu foi esta sua frase que estragou todo o texto. A Antropomorfização presente do cão, como fala, é um paradoxo temporal. É impossível. Não existe. O cão já é um ser antropomorfizado do lobo há milhares de anos. Isso é o que o define. É como o Kiwi. Inventado pelo Homem. Logo, não pode identificar um processo antropomorfização recente, caracterizado pela utilização de nomes de pessoas e outras coisas como as roupinhas (que acho ridículas) como sendo esta a característica que identifica o processo. Identificar uma antropomorfização recente do cão é negar a existência do mesmo durante milhares de anos. E foi o homem ao negar-lhe a sua capacidade de sobrevivência, adaptando-o às suas necessidades, que lhe instituiu a principal característica da antropomorfização do lobo. Portanto este é um processo que sempre existiu com diferentes patamares de evolução. Com isto encerro, argumentos. Cumprimentos. Joao Silva]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Aquilo a que assistimos é a uma antropomorfização dos animais domésticos, sobretudo dos cães, porque são bom material para isso.&#8221; Para terminar e percebendo o intuito do que queria dizer mas não do que escreveu foi esta sua frase que estragou todo o texto. A Antropomorfização presente do cão, como fala, é um paradoxo temporal. É impossível. Não existe. O cão já é um ser antropomorfizado do lobo há milhares de anos. Isso é o que o define. É como o Kiwi. Inventado pelo Homem. Logo, não pode identificar um processo antropomorfização recente, caracterizado pela utilização de nomes de pessoas e outras coisas como as roupinhas (que acho ridículas) como sendo esta a característica que identifica o processo. Identificar uma antropomorfização recente do cão é negar a existência do mesmo durante milhares de anos. E foi o homem ao negar-lhe a sua capacidade de sobrevivência, adaptando-o às suas necessidades, que lhe instituiu a principal característica da antropomorfização do lobo. Portanto este é um processo que sempre existiu com diferentes patamares de evolução. Com isto encerro, argumentos. Cumprimentos. Joao Silva</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário em CRÓNICA 28 por Joao Silva</title>
		<link>http://miguelvaledealmeida.net/2013/11/cronica-28/#comment-55999</link>
		<dc:creator><![CDATA[Joao Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Nov 2013 15:44:55 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://miguelvaledealmeida.net/?p=10545#comment-55999</guid>
		<description><![CDATA[Errata: onde se lê &quot;insultos&quot; leia-se &quot;críticas incisivas mas construtivas&quot; sobre o pensamento e nunca sobre a pessoa. Se o texto é publico e sujeito a comentários está sujeito a ser criticado favoravelmente e desfavoravelmente. Julgo que é esse o intuito. Renovados votos de cumprimentos. 

João Silva]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Errata: onde se lê &#8220;insultos&#8221; leia-se &#8220;críticas incisivas mas construtivas&#8221; sobre o pensamento e nunca sobre a pessoa. Se o texto é publico e sujeito a comentários está sujeito a ser criticado favoravelmente e desfavoravelmente. Julgo que é esse o intuito. Renovados votos de cumprimentos. </p>
<p>João Silva</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário em CRÓNICA 28 por miguelva</title>
		<link>http://miguelvaledealmeida.net/2013/11/cronica-28/#comment-55998</link>
		<dc:creator><![CDATA[miguelva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Nov 2013 15:37:41 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://miguelvaledealmeida.net/?p=10545#comment-55998</guid>
		<description><![CDATA[LOL. Acho sobretudo graça a como a uma série de insultos se segue um bem-comportado &quot;cumprimentos&quot; :-)]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>LOL. Acho sobretudo graça a como a uma série de insultos se segue um bem-comportado &#8220;cumprimentos&#8221; :-)</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário em CRÓNICA 28 por Joao Silva</title>
		<link>http://miguelvaledealmeida.net/2013/11/cronica-28/#comment-55997</link>
		<dc:creator><![CDATA[Joao Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Nov 2013 15:33:37 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://miguelvaledealmeida.net/?p=10545#comment-55997</guid>
		<description><![CDATA[Santa ignorância. 

Este é um texto completamente absurdo que ignora que o cão é um ser domesticado e humanizado proveniente dos lobos a quem lhe foram retiradas todas as defesas e capacidades de sobrevivência.

Se o lobo que se começou a aproximar do homem pelos restos de comida que o mesmo deixava fora das grutas e a partir daí o homem começou a perceber que poderia ali ter um melhor companheiro para a caça vivendo ambos numa relação simbiótica e vencedora ambos estabeleceram laços de afectividade que os aproximaram e tornaram membros de uma mesma família. Este texto é tão e somente o produto de pseudo-intelectuais metropolitanos que encontram na crítica de valores e laços profundamente instituídos uma forma gratuita de promoção pessoal.
Cumprimentos,
João Silva]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Santa ignorância. </p>
<p>Este é um texto completamente absurdo que ignora que o cão é um ser domesticado e humanizado proveniente dos lobos a quem lhe foram retiradas todas as defesas e capacidades de sobrevivência.</p>
<p>Se o lobo que se começou a aproximar do homem pelos restos de comida que o mesmo deixava fora das grutas e a partir daí o homem começou a perceber que poderia ali ter um melhor companheiro para a caça vivendo ambos numa relação simbiótica e vencedora ambos estabeleceram laços de afectividade que os aproximaram e tornaram membros de uma mesma família. Este texto é tão e somente o produto de pseudo-intelectuais metropolitanos que encontram na crítica de valores e laços profundamente instituídos uma forma gratuita de promoção pessoal.<br />
Cumprimentos,<br />
João Silva</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário em CRÓNICA, 20 por Manuel Martins</title>
		<link>http://miguelvaledealmeida.net/2013/02/cronica-20/#comment-55493</link>
		<dc:creator><![CDATA[Manuel Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Apr 2013 02:04:42 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://miguelvaledealmeida.net/?p=10477#comment-55493</guid>
		<description><![CDATA[Eu adorei!! Depois de muitos anos que não lia um texto tão veridico.Bravo e obrigado]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Eu adorei!! Depois de muitos anos que não lia um texto tão veridico.Bravo e obrigado</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário em CRÓNICA, 20 por Manuel Martins</title>
		<link>http://miguelvaledealmeida.net/2013/02/cronica-20/#comment-55492</link>
		<dc:creator><![CDATA[Manuel Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Apr 2013 02:02:13 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://miguelvaledealmeida.net/?p=10477#comment-55492</guid>
		<description><![CDATA[Eu adorei!!
Depois de muitos anos que não lia um texto tão veridico.Bravo]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Eu adorei!!<br />
Depois de muitos anos que não lia um texto tão veridico.Bravo</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário em CRÓNICA, 22 por A Europa morreu e eu amo as Américas e não sei se fique trsite ou feliz</title>
		<link>http://miguelvaledealmeida.net/2013/03/cronica-22/#comment-55486</link>
		<dc:creator><![CDATA[A Europa morreu e eu amo as Américas e não sei se fique trsite ou feliz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Mar 2013 21:50:47 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://miguelvaledealmeida.net/?p=10494#comment-55486</guid>
		<description><![CDATA[[...] O artigo do Miguel Vale de Almeida continua aqui. [...]]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] O artigo do Miguel Vale de Almeida continua aqui. [...]</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário em CRÓNICA, 21 por O mais verdadeiro perigo</title>
		<link>http://miguelvaledealmeida.net/2013/02/cronica-21/#comment-55484</link>
		<dc:creator><![CDATA[O mais verdadeiro perigo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 02 Mar 2013 21:06:09 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://miguelvaledealmeida.net/?p=10482#comment-55484</guid>
		<description><![CDATA[[...] Miguel Vale de Almeida [...]]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] Miguel Vale de Almeida [...]</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário em CRÓNICA, 20 por N. v. N.</title>
		<link>http://miguelvaledealmeida.net/2013/02/cronica-20/#comment-55482</link>
		<dc:creator><![CDATA[N. v. N.]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Feb 2013 18:39:31 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://miguelvaledealmeida.net/?p=10477#comment-55482</guid>
		<description><![CDATA[Talvez por conhecer muita gente «mundana» mediante tais moldes... devo dizer que este texto para mim faz muito sentido, portanto arranho-o, portanto entranho-o... 

obrigado pela partilha 

N. v. N.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Talvez por conhecer muita gente «mundana» mediante tais moldes&#8230; devo dizer que este texto para mim faz muito sentido, portanto arranho-o, portanto entranho-o&#8230; </p>
<p>obrigado pela partilha </p>
<p>N. v. N.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Comentário em CRÓNICA, 20 por pintojm500</title>
		<link>http://miguelvaledealmeida.net/2013/02/cronica-20/#comment-55479</link>
		<dc:creator><![CDATA[pintojm500]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Feb 2013 23:31:38 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://miguelvaledealmeida.net/?p=10477#comment-55479</guid>
		<description><![CDATA[Não é coincidente em tudo, mas que enfileira, embora mais modesto, ao lado da sua opinião, parace-me que sim.
com uma saudação
Joaquim Pintod  Silva

(Texto que coloquei no blog de João Gonçalves, Portugal dos Pequeninos, comentando uma triste nota do autor)
 
Meu caro João Gonçalves, 
Essa famosíssima palavra cosmopolita, muito utilizada, claro, em meios (e por) desejosos de se afirmar &quot;acima das pátrias&quot; e dos povos, têm sido imagem de marca de muita tragédia. Lembro as grandes invasões imperiais, de Gengis Khan a Krushev, passando por Napoleão, as grandes arrogâncias convencidas que mais mundo é o “nosso”, onde entre “muitas” línguas impomos a nossa e o nosso modo e, evidentemente, os nossos interesses.
 Massamá deve ser hoje um dos centros mais cosmopolitas em Portugal. Muitas nacionalidades (ucranianos, moldavos, brasileiros, cabo-verdianos, angolanos, portugueses, etc.), muitas línguas, muitas cozinhas e suas adaptações, e além disso ed acima disso uma ideia acima das pátrias (contra até), de todas, desde aquela de origem que lhe não deu garantia de sustento e por isso se lhe evadiram, até à actual que não lhe dá futuro. Isto quer dizer que Massamá é habitada por “cidadãos do mundo”, que estão com certeza despreocupados, tal como o Jorge Gonçalves, pela ideia de região e de pátria, com a diferença que a sua apatridia está mais ligada ao matar a fome do que a do Jorge, que deriva da superação ideal desse “pecado original “ que é o de ter nascido nalgum lado e lhe permanecer apegado.
 O meu caro João Gonçalves confronta de uma forma deliberada - porque o vejo homem sabedor (logo, imputável) - cosmopolitismo com regionalismo e, mesmo (adivinha-se) nacionalismo. Mais, incompatibiliza-os.
 Sendo do norte e do Porto, com dezenas de anos de vivência forânea, não necessito muito de procurar o que quer que esse “cosmopolitismo” signifique. Quem negoceia em vinho, carne, têxteis, castanha, desde o século XI com a Europa do norte, e tem conterrâneos em toda a parte do mundo, demonstra pela sua vida essa capacidade de se adaptar aos outros e de os atrair até a viver na sua terra (os britânicos, p.e.).
 Estou farto de encontrar gente que viaja a cada momento, que viveu dezenas de anos nas grandes metrópoles do mundo, que renega ou olvida as suas origens e que é incapaz do menor raciocínio universalista ou humanista (veja em Portugal os quase inexistentes frutos para o quotidiano dos portugueses, das constantes e repetidas viagens que a nossa classe média empreendeu nos últimos 30 anos).
 Conversa de cosmopolitismo é, quase sempre, complexo de autoafirmação no mundo. O cosmopolita não necessita tanto de se declarar, vive-o, e vive-o mesmo que raramente ou nunca tenha saído do seu local de nascimento, pela hospitalidade, pela abertura à ideia diferente, pela capacidade de ver e de respeitar o que está para aquém e além do monte, do rio ou da praia que tem por horizonte.
 E, infelizmente para si, meu caro João Gonçalves, e ainda bem para mim e para muitos milhões de seres humanos, cada um de nós tem uma região e uma pátria, e é precisamente por eu ter uma região e uma pátria (e uma língua), e saber o que isso significa, que eu poderei ser um cosmopolita, isto é, um nortenho português, cidadão do mundo.
 Com um abraço muito tripeiro e universal do seu
 Joaquim Pinto da Silva]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não é coincidente em tudo, mas que enfileira, embora mais modesto, ao lado da sua opinião, parace-me que sim.<br />
com uma saudação<br />
Joaquim Pintod  Silva</p>
<p>(Texto que coloquei no blog de João Gonçalves, Portugal dos Pequeninos, comentando uma triste nota do autor)</p>
<p>Meu caro João Gonçalves,<br />
Essa famosíssima palavra cosmopolita, muito utilizada, claro, em meios (e por) desejosos de se afirmar &#8220;acima das pátrias&#8221; e dos povos, têm sido imagem de marca de muita tragédia. Lembro as grandes invasões imperiais, de Gengis Khan a Krushev, passando por Napoleão, as grandes arrogâncias convencidas que mais mundo é o “nosso”, onde entre “muitas” línguas impomos a nossa e o nosso modo e, evidentemente, os nossos interesses.<br />
 Massamá deve ser hoje um dos centros mais cosmopolitas em Portugal. Muitas nacionalidades (ucranianos, moldavos, brasileiros, cabo-verdianos, angolanos, portugueses, etc.), muitas línguas, muitas cozinhas e suas adaptações, e além disso ed acima disso uma ideia acima das pátrias (contra até), de todas, desde aquela de origem que lhe não deu garantia de sustento e por isso se lhe evadiram, até à actual que não lhe dá futuro. Isto quer dizer que Massamá é habitada por “cidadãos do mundo”, que estão com certeza despreocupados, tal como o Jorge Gonçalves, pela ideia de região e de pátria, com a diferença que a sua apatridia está mais ligada ao matar a fome do que a do Jorge, que deriva da superação ideal desse “pecado original “ que é o de ter nascido nalgum lado e lhe permanecer apegado.<br />
 O meu caro João Gonçalves confronta de uma forma deliberada &#8211; porque o vejo homem sabedor (logo, imputável) &#8211; cosmopolitismo com regionalismo e, mesmo (adivinha-se) nacionalismo. Mais, incompatibiliza-os.<br />
 Sendo do norte e do Porto, com dezenas de anos de vivência forânea, não necessito muito de procurar o que quer que esse “cosmopolitismo” signifique. Quem negoceia em vinho, carne, têxteis, castanha, desde o século XI com a Europa do norte, e tem conterrâneos em toda a parte do mundo, demonstra pela sua vida essa capacidade de se adaptar aos outros e de os atrair até a viver na sua terra (os britânicos, p.e.).<br />
 Estou farto de encontrar gente que viaja a cada momento, que viveu dezenas de anos nas grandes metrópoles do mundo, que renega ou olvida as suas origens e que é incapaz do menor raciocínio universalista ou humanista (veja em Portugal os quase inexistentes frutos para o quotidiano dos portugueses, das constantes e repetidas viagens que a nossa classe média empreendeu nos últimos 30 anos).<br />
 Conversa de cosmopolitismo é, quase sempre, complexo de autoafirmação no mundo. O cosmopolita não necessita tanto de se declarar, vive-o, e vive-o mesmo que raramente ou nunca tenha saído do seu local de nascimento, pela hospitalidade, pela abertura à ideia diferente, pela capacidade de ver e de respeitar o que está para aquém e além do monte, do rio ou da praia que tem por horizonte.<br />
 E, infelizmente para si, meu caro João Gonçalves, e ainda bem para mim e para muitos milhões de seres humanos, cada um de nós tem uma região e uma pátria, e é precisamente por eu ter uma região e uma pátria (e uma língua), e saber o que isso significa, que eu poderei ser um cosmopolita, isto é, um nortenho português, cidadão do mundo.<br />
 Com um abraço muito tripeiro e universal do seu<br />
 Joaquim Pinto da Silva</p>
]]></content:encoded>
	</item>
</channel>
</rss>
