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Os Tempos Que Correm

Miguel Vale de Almeida

Pergunte-se ao capataz, não ao patrão

«A moção apresentada pelo secretário-geral do PS contempla a remoção das barreiras jurídicas à celebração de casamentos entre pessoas do mesmo sexo. Não propõe mais nada. Se o congresso aprovar a moção, a posição do PS continuará a ser contrária à adopção de crianças por parte de casais formados por pessoas do mesmo sexo» ()

Começou, claro, a exegese da letra pequena, o “sim, mas”, o recuo, o pau e a cenoura. Para esclarecer uma coisa não há como perguntar ao grão-vizir, não ao califa. Ou ao capataz, em vez do patrão.

PS: dantes havia o rei-filósofo; agora há o rei-sociólogo.

6 Comentários »

  escreveu em 19.January.2009 | 20:31

Pois…o objectivo do rei-sociólogo é mesmo e só conquistar o poder para o princípe. O casamento dos homossexuais é apenas um meio para atingir o fim. O pior da história é que ela pode ter efeitos perversos da maneira como está a ser colocada. Esperemos fervorosamente que não…
João Martins

  Nuno Carneiro escreveu em 20.January.2009 | 1:11

Eu cá, francamente, já estava à espera. Ou melhor, já não estou à espera de coisa nenhuma: no meio desta palhaçada toda, dizer que já “nem do casamento” estaria à espera é coisa que não me faz sentido, porque dizer “nem” é já separar casamento de adopção (como se primeiro tenha que vir “o” casamento e depois “a” adopção). E não, não espero casamento E adopção porque já me fartei de esperar, com tanto tempo havido para que a vontade, se efectivamente a houvesse, se tivesse feito cumprir. Está assumido o realismo (mais do que o pessimismo), que acaba por ser feitio meu: não esperar, para abrir a boca de espanto se o que nada tem que espantar for aprovado.
Abraços.

  escreveu em 20.January.2009 | 11:52

É pena que este rei-sociólogo nem tente sequer a aproximação do sociológo do senhor Blair de quem o princípe às vezes até parece ter contrafactado o pior.

Agora o principe mudou de estratégia e mais uma vez foi inspirar-se num outro governante. Pena que seja apenas só uma citação e ainda por cima mal feita (refiro-me à colagem ao discurso de zapatero).

Mas ele sempre gostou muito de citações não é? ainda estão lembrados, de quando ele era apenas aspirante a princípe no partido? A Clara Ferreira Alves, foi a única que me lembre, que alertou para o ror de citações de autores que provavelmente o senhor engenheiro nunca tinha lido, mas citou no congresso do partido que o elegeu?

  joão manuel de oliveira escreveu em 20.January.2009 | 14:01

Trata-se do travão “necessário” do sector católico progressista (o epíteto progressista é merecedor de uma gargalhada) dessa federação multiforme PS, tão bem representado por essa figura, que até à IVG já se opôs. Cada país tem o rei-sociólogo que merece e que se põe a jeito. Há quem tenha tido o Giddens (de cuja criação, a 3ª via foi a pior coisa). Nós temos este… sad, sad, sad!

  José Paulo Alves escreveu em 21.January.2009 | 8:23

Eis como uma pessoa com educação superior, o crítico musical Henrique Silveira, comenta o casamento entre pessoas do mesmo sexo:

  mvda escreveu em 21.January.2009 | 10:28

E eu que pensava que para ser crítico era preciso sobretudo… pensar…

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